23/07/2009 - Anelisa Lopes. de Mairiporã (SP) / Fotos: Claudio Larangeira / Fonte: iCarros
Vinte seis participações e 12 vitórias no principal rali do mundo renderam à linha do Mitsubishi Pajero uma homenagem ao Dakar, nome que leva a nova versão do utilitário. Importado da Tailândia, o SUV é equipado com um motor de 3,2 litros a diesel, câmbio manual de cinco velocidades ou automático de quatro e tração com quatro modos de funcionamento (4x2, 4x4 bloqueado, 4x4 reduzida e 4x4 integral).
Na versão com câmbio manual, o lançamento custa R$ 152.990, enquanto na configuração com transmissão automática, sai por R$ 159.990. Ainda não há previsão de incorporar um motor flex ao modelo, mas esta possibilidade não está descartada. O Pajero Dakar, que chegará às lojas no início de agosto, tem garantia de três anos, sem limite de quilometragem.
V6 cairia bem sob o capô
O Pajero Dakar traz um quatro cilindros de 16 válvulas responsável por 165 cv de potência a 3.800 rpm e 38,1 kgfm de torque a 2.000 giros. Durante a avaliação do modelo em Mairiporã (SP), foram percorridos diversos tipos de terreno: asfalto, terra e erosões. Em todo o percurso, o modelo 4x4 integral foi suficiente para vencer os obstáculos. A escolha da tração pode ser feita tanto no modo drive como no sequencial do câmbio automático. Optamos por deixar no modo drive.
Na primeira aceleração, o motor a diesel mostra sua força característica em baixas rotações. No momento em que foi exigida mais força em uma ladeira, no entanto, o pé no acelerador teve de ir fundo para buscá-la. Pelo peso (2.105 quilos) e tamanho do carro (dimensões semelhantes as do Pajero Sport) , um V6 cairia perfeitamente.
Na terra e nas erosões, a essência off road da montadora faz a diferença. Com um ângulo lateral de até 45 graus, o utilitário caminhou bem entre os buracos e inclinações. A boa estabilidade manteve o conforto dos ocupantes que estavam sofrendo os solavancos na segunda fileira de bancos.
Design atraente remete ao rival
As linhas arredondadas da parte externa do novo utilitário da Mitsubishi têm um apelo mais refinado que agressivo, característica de muitos modelos deste segmento. Este refinamento, que dita o tom também na cabine, o deixa bastante próximo do seu principal concorrente, o Toyota SW4. A semelhança é percebida principalmente na parte interna, com a disposição dos comandos no painel e o tom claro do couro (revestimento disponível para a versão com câmbio automático).
Três fileiras de bancos garantem espaço para levar sete ocupantes. Rebatível, a última pode ser acomodada sob o assoalho. Com os sete assentos ocupados, a capacidade do porta-malas é de 115 litros.
Mercado - a Mitsubishi pretende vender 300 unidades do modelo por mês, sendo 90% da versão com câmbio automático. A montadora possui planos específicos para as revisões e seguro do veículo, próximo de R$ 5.600, quando feito pela empresa.
Teste drive feito a convite da Mitsubishi