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Range Rover Sport, a sala de estar sobre rodas

17/11/2011 - Texto e fotos: Fernando Pedroso / Fonte: iCarros

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Televisão de LCD, DVD player, som surround com 14 alto falantes e poltronas com ajustes elétricos e aquecimento. O que sugere o conforto de uma sala de estar é, na verdade, a cabine de um carro. Neste caso, o interior do Land Rover Range Rover Sport Supercharger. Este nome comprido é a denominação da versão topo de linha da marca inglesa em sua versão mais esportiva. E se o tamanho do modelo e seus "apetrechos" são semelhantes a uma moradia, o preço não poderia ser diferente: R$ 372 mil. 

A versão usa um motor V8 de 5,0 litros com 510 cv de potência. É o suficiente para levar este gigante de 2.810 kg de 0 a 100 km/h em 6,2 segundos e a 225 km/h de velocidade máxima. Os números impressionam para um veículo de quase três toneladas com tração nas quatro rodas. A transmissão é ZF, automática de seis velocidades com trocas sequenciais. O compressor ajuda no desempenho e no consumo e, como promete a Land Rover, 14% menos em relação ao propulsor antigo, de 4,2 litros. O divulgado é uma média de 6,7 km/l, mas o alcançado na avaliação do iCarros ficou em 5,4 km/l.

O conjunto da suspensão atende a todo tipo de terreno, já que pode ser regulado por um sistema a ar e se adequa aos pisos com cascalho, grama, neve, pedras e asfalto. A altura do carro em relação ao solo é regulada manualmente, sistema útil para embarque e desembarque de passageiros ou para entrar em garagens baixas, por exemplo. O sistema também fica mais macio ou rígido conforme a velocidade. Além disso, há outros auxiliares eletrônicos, como o controle de estabilidade, antirolagem, de tração e de descida com controle de frenagem (é possível descer uma rampa sem usar o freio). Todo o pacote deixa o SUV fácil de dirigir, apesar do seu tamanho avantajado: 4,78 m de comprimento, 2,15 m de largura, 1,79 m de altura e 2,74 m de distância entre-eixos.

Entretenimento para todos

Ao entrar, o motorista se acomoda na larga poltrona, com os principais comandos à mão. As teclas dos vidros ficam em um lugar incomum, na base das janelas, mas a solução é prática. O volante tem ajustes de altura e profundidade e todos estes acionamentos são elétricos, com memória. Caso precise, também há aquecedor, inclusive, no assento traseiro.

No painel, um vistoso relógio analógico e uma tela para TV digital (indisponível no carro avaliado) dividem a atenção dos passageiros. A tela ainda conta com navegador GPS, além de controlar todas as funções de entretenimento. Só quem pode ver um filme ou um show com o carro em movimento, no entanto, são os passageiros do banco de trás, que assistem a tudo nas telas que ficam nos encostos de cabeça; na frente, a programação só acontece quando o câmbio está na posição P (park). Os "caronas" são tão privilegiados que o carro vem com um fone de ouvido individual e um e um controle remoto. Teclas nas portas traseiras também permitem que cada um regule o volume ou ouça rádio na estação que quiser.

Nem tudo é cômodo neste carro, porém. Colocar DVDs, por exemplo, é um trabalho pouco prático. É preciso ir até o porta-malas -  e torcer para que ele esteja vazio -, tirar uma tampa plástica na lateral do bagageiro e chegar até uma disqueteira, instalada em meio a fios. Ela tem capacidade para seis discos. Alternar a ordem dos discos, ao menos, dá para fazer do banco do motorista. Condutor e passageiro da frente se contentam com o ar-condicionado digital de duas zonas e com a geladeira dentro do console central. Também podem apreciar o acabamento em madeira escura do console e portas e outros materiais bem escolhidos e montados no interior do SUV.

O motorista, além de desfrutar de tantos aparatos tecnológicos, fica com a principal diversão: dirigir o Range Rover Sport. O motor tem um duplo comando variável que entrega torque em baixas rotações e potência nas mais altas. Isso significa um bom arranque e respostas prontas em velocidades mais altas. O câmbio trabalha bem, com trocas rápidas e reduções na medida certa, mas sem um comportamento muito esportivo, como sugere o nome da versão. Mas também não é nada que atrapalhe o passeio e o prazer de guiar este off-road refinado.




 


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