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Nota B com mérito

04/05/2009 - Texto e fotos: Anelisa Lopes / Fonte: iCarros

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Nem só de motores superpotentes e valores exorbitantes é composta a oferta da Mercedes-Benz no Brasil. Claro que nenhum modelo chega a ser popular, mas este aqui não deixa de ostentar uma estrela na parte dianteira da carroceria. E, para quem já dirigiu um, sabe do que se trata. Motor de 1,7 litro e preço abaixo dos R$ 100 mil. Apostou no Classe A? Errou. Trata-se do B170. Atualmente, o modelo de entrada da linha e o mais barato da gama da empresa no País. Custa R$ 96.900 contra R$ 114.900 do Classe A, que agora só é vendido por encomenda.

Desde o início deste ano, a Mercedes passou a importar esta versão mais barata, que juntou-se aos já oferecidos B200 e B200 Turbo. Ela vem com a missão de conquistar um público em sua maior parte de mulheres. E, diante das aspirações femininas, tem grande apelo para isso. Motor satisfatório para a cidade, econômico, espaçoso e bonito. Precisa de mais alguma coisa?

Chamado de MPV (veículo com múltiplas funções), o B170 está mais alinhado com as minivans de categoria superior, que têm caído no gosto dos brasileiros. Renault Grand Scénic e Citroën C4 Picasso estão na lista deste segmento. Apesar de ostentar um motor de menor cilindrada que os concorrentes, o B se encaixa bastante neste perfil, já que preza pelo conforto dos passageiros e espaço no porta-malas. São 544 litros com os bancos em posição normal.

Destaque da mecânica é o câmbio

O bloco de 1,7 litro a gasolina desenvolve 116 cv de potência. O torque máximo, que oscila entre 3.500 rpm e 4.000 rpm, é baixo: são 15,8 kgfm para mover o carrinho de 1.390 quilos. Na hora de ganhar velocidade e de arrancar em uma ladeira, falta força. O principal destaque do trem de força, no entanto, está no câmbio. Chamado de autotronic CVT, possui relações continuamente variáveis, ou seja, não há trancos nas mudanças de velocidade nem consumo de combustível excessivo. Pelo contrário. O carro, segundo dados da Mercedes, atinge 10,8 km/l de gasolina na cidade e 16,1 km/l na estrada.

Se a preferência for mudar as marchas manualmente, sem problemas. A alavanca permite escolher uma entre as sete velocidades fixadas na transmissão neste modo. Nas cidades, esta vantagem não faz falta, já que o modo drive não faz feio. A direção hidráulica eletrônica é super leve, mas o esterçamento deixa a desejar. Para fazer curvas mais fechadas, é preciso manobrar o carro com frequência. 

Na posição do motorista, a visibilidade é grande graças ao ajuste elétrico de altura do banco e da grande área envidraçada. O comando elétrico permite diversos tipos de configurações. Na porta estão concentrados a abertura dos vidros e das portas, além do ajuste dos retrovisores, local de fácil acesso para o motorista, que não precisa ficar procurando pelos botões no painel.

Bem-aceito - a solução adotada pela Mercedes-Benz para ganhar mercado já mostrou resultados com esta versão mais barata. Em todo ano passado, foram comercializadas 490 unidades do B200. Neste ano, entre os meses de janeiro e abril foram 228 modelos só do B170. Para quem ficou interessado, o modelo vem de fábrica com airbags frontais e laterais, alarme, regulagem elétrica dos bancos dianteiros, assentos revestidos de couro sintético, direção hidráulica eletrônica, piloto automático, limitador de velocidade, sensor de chuva e rodas de liga leve.


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