Com o trânsito cada vez pior nos grandes centros, é comum passar de duas a três horas dentro do carro no anda e pára dos congestionamentos. Nesta situação, um carro manual exige grande esforço da perna esquerda: anda um pouco para frente, engata a segunda marcha, pára, desengata. Operação repetida inúmeras vezes. No final do dia, a fadiga pesa.
Na versão topo de linha do Citroën C3, a Exclusive 1.6 16v flex automática, cotada a R$ 49.990, o câmbio é o grande diferencial, poupando o esforço das trocas de marcha. Aliado a outros equipamentos, como direção elétrica, ar-condicionado digital e trio-elétrico, o modelo tem credenciais para ser um carro que não vai ‘moer’ o corpo do motorista no final do trajeto. Para dar um toque final de comodidade, o C3 possui acendimento automático dos faróis e sensor de chuva. Seguindo os rivais
Peugeot 207 e e
Honda Fit, o C3 Automatique se tornou um urbano diferenciado.
Rodando macioÀ primeira vista, o C3 traz um desenho arredondado e semelhante a uma bolha, que passa um ar de suavidade ao modelo. Sob diversos ângulos, o carro não mostra quinas nem cantos quadrados, exceto pelos símbolos da Citroën em duplo chevron. As pequenas alterações no pára-choque e grande frontais para o modelo 2009 não mudaram estes atributos. Com 1,51 metro de altura, a visibilidade de quem dirige é boa, apesar de não oferecer uma boa visualização do capô do carro.
Virando a chave no contato do C3, nota-se o silêncio e falta de trepidação do motor. Com as portas e vidros fechados, é difícil saber se o carro está ligado. Os bancos são largos e possuem acabamento em veludo e descanso de braço individual para quem vai à frente.
A direção com assistência elétrica é bem-vinda: leve em velocidades baixas, para ajudar em manobras, e mais duro nas velocidades altas, transmitindo mais firmeza e segurança ao motorista. A comodidade do câmbio automático dá uma folga à perna esquerda.
Nada como um dia de chuva forte e trânsito para testar até onde vai o conforto do C3. Sob estas condições, o carro se saiu bem, mesmo com granizo caindo no teto, o nível de ruído interno permaneceu baixo. Mesmo nas vias esburacadas, o carro não repassou solavancos, devido à suavidade do conjunto de amortecedores. No teste de conforto, o C3 passa com folga.
Bom, mas nem tudo é perfeitoApesar de a vida ser muito boa dentro do C3, o carro peca em nos detalhes, alguns importantes. O acabamento interno é bem trabalhado, mas os puxadores de porta, em plástico pintado, aparentam fragilidade. Os botões de acionamento dos vidros elétricos estão mal posicionados no console central. Os dianteiros obrigam o usuário a estender o braço demais, à frente da manopla do câmbio.